quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Presença de Maria no Ciclo do Advento

“Nós vos louvamos, bendizemos e glorificamos pelo mistério da Virgem Maria, Mãe de Deus.” (Prefácio Advento II A)

Toda grande festa tem uma profunda preparação: assim, nós encontramos o verdadeiro significado do Advento, como tempo propício para preparar a Solene Festa do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Toda a Igreja reúne-se em torno da Palavra de Deus para celebrar o Mistério da Encarnação do Filho de Deus no seio de Bem-aventurada Virgem Maria.
O Advento é o tempo litúrgico mais mariano do ano, embora na piedade popular apareça o mês de maio como o mês de Maria. Nas quatro semanas que antecede o Natal, Maria se apresenta como a Arca da Aliança, o Tabernáculo de Deus aqui na terra, pois carrega no seu ventre o próprio Deus Filho.
Olhando para Maria grávida por obra do Deus Espírito Santo, nós, cristãos, percebemos a força do seu SIM dado no momento da Anunciação, com muita liberdade e consciência de sua missão de Mãe do Redentor. Também em nossas celebrações, Deus Pai vem ao nosso encontro através de sua Palavra e assim se estabelece um verdadeiro diálogo entre o Criador e sua criatura. Tendo Maria como modelo de fé, nós daremos também o nosso sim consciente e livre a Deus, buscando assumir nossa condição de discípulos e missionários.
Neste tempo litúrgico encontramos ainda uma solenidade e uma festa mariana. No dia 08 de dezembro, celebramos solenemente a Imaculada Conceição de Nossa Senhora. “Maria é a toda santa, isenta de toda mancha de pecado, pelo Espírito Santo como que plasmada e feita nova criatura” (LG 56). Esta verdade de fé é celebrada solenemente dentro do Advento. E no dia 12 de dezembro a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira do continente latino-americano.

PE Ermindo Rapozo de Assis

segunda-feira, 12 de outubro de 2009



A PRESENÇA DE MARIA NA MINHA VIDA

Desde pequeno eu aprendi que Maria é nossa mãezinha do céu e através da devoção mariana nós chegamos a Jesus, o Filho de Deus que se encarnou no seio virginal de Maria. Meus pais sempre rezavam o terço e procuravam viver segundo os ensinamentos de Cristo. Assim eu e meus irmãos fomos educados na fé cristã. Guardo com carinho nas minhas recordações da infãncia o Hino Mariano que fala da aparição de Fátima: "Há treze de maio na cova da Iria, non céu aparece a Virgem Maria. Ave, Ave, Ave Maria!" Também lembro das celebrações do mês de maio, todo dedicado a Maria e dos foguetes que o povo mineiro sempre soltavam no dia 12 de outubro, são muitas as recordações da infância que falam da Mãe de Jesus. Na juventude fui muitas vezes até o convento da Penha em Vila Velha-ES para junto da Virgem da Penha poder meditar sobre o chamado de Deus em minha vida. Foi junto da padroeira do povo capixaba que tomei a decisção de entrar para o seminário dos padres Sacramentinos de Nossa Senhora em Mamhumirim MG, lá conheci mais de perto a devoção a Nossa Senhora do Ssmo Sacramento. Depois em 1988 fui aceito no Semainário Nossa Senhora da Penha da Arquidiocese de Vitória, onde fiquei até 1995 quando fui fazer estágio pastoral na paróquia de Nossa Sra da Conceição em Guarapari. Em 1997 assumi como pároco a paróquia Nossa Sra da Conceição em Alfredo Chaves, em 2002 fui nomeado pároco da paróquia da Virgem Maria em Itacibá e desde dezembro de 2007 trabalho aqui em Santa Maria de Jetibá na paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz. Assim vou percebendo que Maria Santíssima nunca me abandona e está sempre me dizendo: "Faça tudo o que Ele vos disser" (João 2, 5).

segunda-feira, 14 de setembro de 2009



A VIRGEM MARIA NA DEVOÇÃO POPLAR
A devoção mariana acompanha a missão evangelizadora da Igreja desde o começo, e sempre foi uma espiritualidade marcada pelas virtudes cristãs. Maria é uma mulher simples do povo que mantém a confiança em Deus, mesmo diante do sofrimento do Calvário. Ela acredita em Javé, O Deus dos pobres, e proclama suas maravilhas no hino do Magnificat, quando anuncia a derrubada dos poderosos de seus tronos e a exaltação dos humildes. Desde a chegada dos portugueses em terras brasileiras, a devoção mariana foi implantada junto com a colonização. Os missionários anunciavam o Evangelho de Jesus Cristo e apresentava Maria, como Mãe e Rainha de todo o cristão.
Sendo a discípula mais perfeita do Senhor, por sua constante meditação da Palavra de Deus em sua vida, Maria é modelo de vida cristã para todas as gerações que a proclamarão bem-aventurada e digna de nossa admiração. Como discípulos e missionários de Jesus Cristo que é Caminho verdade e Vida, nós procuramos fazer nossa opção de vida, consagrando tudo o que temos e somos por causa do Reino. Colocando o Evangelho de Jesus Cristo no centro e nossas preocupações, vamos anunciando a sua mensagem para todos os povos. Aqui no Brasil a Igreja mantém fiel ao Evangelho com sua opção preferencial pelos pobres. Nesta tomada de consciência, encontramos na pessoa da Mãe de Jesus um estímulo e uma certeza, estamos no caminho certo. Nossa espiritualidade cristã não nos afasta de Maria, mas deve sim conduzir-nos para junto da Virgem de Nazaré que viveu totalmente voltada para Deus. Ela ensina-nos a fazer sempre tudo o que seu Filho nos falar. Como nas bodas de Caná, Ela está sempre atenta às necessidades dos cristãos; ajuda os discípulos a reconhecer no Mestre a realização das promessas de Deus. Ela nos educa na escuta da Palavra e nos faz meditar em nosso coração os sinais dos tempos. Com uma espiritualidade libertadora nossas comunidades eclesiais de base perceberam a grande força motivadora de Maria para a transformação da sociedade injusta. Rezando o terço, nossas mães ensinam-nos os grandes mistérios da Vida, Paixão Morte e Ressurreição de Cristo.
Portanto, nossa devoção mariana deve estar sempre unida a Cristo e a Igreja. Maria Santíssima não é o centro de nossa fé, mas pode sim, ser um modelo de seguimento a Jesus Cristo que é o nosso único Salvador.
Padre Ermindo Rapozo de Assis

sábado, 22 de agosto de 2009

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA RAINHA DAPAZ

Ó Rainha da Paz, estabelecei o Reino do vosso ilho no meio do povo que, cheio de confiança, se recomenda a vossa proteção. Afastai para longe de nós os sentimentos de egoísmo, o espírito de inveja e discórdia. Tornai-nos humildes e fortes diante dos sofrimentos. Dai-nos paciência, espírito de caridade e confiança na Divina Providência. Abençoai-nos, dirigindo os nossos passos no caminho da paz e da união para que, formando aqui a vossa família, possamos no céu bendizer a vós a vosso Divino Filho por toda eternidade. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Nossa Senhora Rainha da paz, rogai por nós!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ

Em maio de 1954 os católicos de Santa Maria de Jetibá-ES convidou o Sr Bispo de Vitória-ES, Dom José Joaquim Gonçalves, para abençoar a pedra fundamental da capela. Ainda nãohaviam escolhido a padroeira da Igreja, por sugestão do Sr Bispo, escolheram Nossa Senhora Rainha da Paz. Acredito que a motivação desta escolha tenha sido as lembranças, ainda recente, da segunda guerra mundial que terminara em 1945.
Este é um título que tem suas origens na ladainha de Nossa Senhora e nós aqui celebramos no dia 22 de agosto, quando o calendário litúrgico nos apresenta a memória de Nossa Senhora Rainha. No século XI na cidade de Toledo na Espanha, aconteceu uma disputa entre os mouros e os católicos por causa da Catedral, mas os católicos imploraram a Nossa Senhora e conseguiram que o Rei, Dom Afonso, estabelecesse a paz na cidade. Em Medjugorje, onde a Virgem Maria também apareceu para alguns videntes, este título foi atribuído a Mãe de Jesus.
Para nosso crescimento na fé em Jesus Cristo, podemos perguntar que tipo de paz Maria pode nos oferecer? Para mim, não resta dúvida nenhuma que a paz que a Mãe de Jesus experimentou em sua vida foi baseada na sua confiança em Deus, que sempre cumpre suas promessas em favor de seu povo escolhido. Quando o anjo disse- lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus”; Maria experimentou a paz que somente o Altíssimo Todo Poderoso pode nos oferecer. João Paulo II, falando aos jovens em Cuatro Vientos, Madri, 3/05/2003, diz: “Queridos jovens, convido-os a fazer parte da “Escola de Maria”. Ela é modelo insuperável de contemplação e exemplo admirável de interioridade fecunda, gozosa e enriquecedora. Ela lhes ensinará a jamais separar a ação da contemplação; assim, contribuirão melhor para tornar realidade um grande sonho: o nascimento da nova sociedade.” A Paz que Maria pode nos oferecer será sempre a paz de quem acredita na força do Reino de Deus e procura confiante viver na sua justiça.
Diante das guerras, da violência, da corrupção, Maria certamente nos falará da “Paz que é fruto da justiça” (Is 32,17). Assim como refletimos na última Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil. A paz do Reino de Deus é inquieta e nos deixa sempre em alerta para não vivermos nas nuvens, longe dos desafios da realidade.Sejamos confiantes e busquemos a PAZ!
Padre Ermindo Rapozo de Assis
erassis@hotmail.com – www.erassis.blogspot.com

domingo, 16 de agosto de 2009

Festa da Assunção

Festa solene da Assunção de Nossa Senhora


Maria Santíssima é consolo e esperança para o povo cristão que ainda caminha rumo a pátria definitiva, o céu. Celebrando a Assunção da Mãe de Jesus,m recordamos com fé uma grande verdade proclamada em 1950 pelo papa Pio XII, o Dogma da assunção de Maria. Irmão Afonso Murad explica para nós que: “A Assunção de Maria deve ser compreendida em relação a ressurreição de Jesus.” Sendo assim, A Virgem Maria é reconhecida por toda a Igreja como aquela criatura humana, que foi escolhida para ser a Mãe Virginal de Jesus e agora está junto do seu Divino Filho no céu, olhando por nós pecadores, que também esperamos a ressurreição dos mortos em Jesus Cristo.
A primeira leitura deste domingo (16/08/2009) nos apresenta a mulher vestida de sol (AP 11,19ª;12,1.3-6ª.10ª); o salmo canta o casamento de um rei e uma princesa (salmo 44); na segunda leitura fala do combate entre as forças do Reino e o mal. O Evangelho narra a visita de Maria a Isabel (Lc 1,39-56). O conjunto das leituras dá um colorido todo especial à pessoa de Maria, ela como, Mãe do Redentor, contribui muito para que as forças do mau não prevaleçam sobre o Reino de Deus. Com seu Sim dado de modo livre e consciente ao anjo no dia da anunciação, ela concebeu em seio virginal o Verbo de Deus feito carne.
Olhando para a Mãe do Redentor, nós percebemos a profundidade e intensidade do amor misericordioso de Deus para com seu povo. Com humildade, Maria reconhece as maravilhas de Deus em sua vida particular e na historia de seu povo. Participando desta solenidade mariana, nós somos estimulados a perceber também as maravilhas de Deus em nossa família, em nossa comunidade e no mundo em geral. Nosso Deus é o Todo Poderoso que derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias.
Aqui em Santa Maria de Jetibá-ES, nós invocamos a intercessão de Maria com o título de Nossa Senhora Rainha da Paz. Foi uma escolha feita em 1954 pelo então bispo do Espírito Santo, Dom Luiz Scorteghana, quando ele veio benzer a pedra fundamental da primeira igreja católica nesta localidade, onde predomina a tradição luterana.