terça-feira, 14 de maio de 2013

Sacrosanctum Concilium, 50 anos!





Neste ano de 2013 celebraremos  50 anos que foi promulgada, pelo Concílio Vaticano II,a Carta Magna sobre a Sagrada Liturgia, intitulada Sacrosanctum Concilium que  trouxe uma nova vida para a Igreja e para a vida litúrgica:
- Renovou a maneira e o jeito de celebrar e introduziu nas celebrações a língua do povo;
- Recuperou a riqueza da  da Palavra de Deus nas celebrações litúrgicas;
- Colocou no centro da liturgia a memória do Mistério Pascal de Cristo;
- A Sacrosanctum Concilium  nos lembrou que pelo batismo, como povo sacerdotal  somos sujeitos da ação litúrgica, por isso, todos somos chamados  à participação ativa e consciente na celebração dos sagrados mistérios ;
- Recordou que Jesus Cristo Ressuscitado está presente nas celebrações e em quem  preside a nossa oração;
- Trouxe alegria ao lembrar que a liturgia é a fonte da vida, da espiritualidade e da missão;
- A Sacrosanctum Concilium relembrou que na celebração litúrgica  se realiza a glorificação de Deus Pai e a santificação da humanidade;
- Valorizou as equipes de liturgia que preparam e animam as celebrações e  revalorizou os ministérios litúrgicos dos que acolhem as pessoas, preparam o altar, animam o canto, proclamam as leituras, cantam os salmos, ajudam na participação ativa e consciente da assembléia;
- A Sacrosanctum Concilium pediu que nas celebrações fossem valorizadas a cultura, a história e a vida do povo e que tudo fosse feito para fazer a liturgia compreensível  e o povo dela pudesse participar consciente;
- Recordou que o canto e a música fazem parte da celebração e devem estar ligados à ação litúrgica e que por  meio deles acontece a glorificação do Pai e a santificação dos fiéis.

A promulgação da Constituição litúrgica marcou, na vida da Igreja, uma etapa de fundamental importância para a promoção e o desenvolvimento da Liturgia. A Igreja que, animada pelo sopro do Espírito, vive a sua missão de “sacramento, isto é, sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano”, encontra na Liturgia a mais alta expressão de sua realidade de mistério.

Esta renovação litúrgica irmãos e irmãs nos convida a avançarmos ainda mais no cultivo da escuta da Palavra de Deus, na participação ativa e consciente na liturgia e nas celebrações comunitárias, orantes e centradas no Mistério Pascal de Cristo.
Maria José Gonçalves  Agente de Pastoral Litúrgica
Coordenadora da Equipe de Liturgia Paróquia virgem Maria de Itacibá- Cariacica-ES

terça-feira, 16 de abril de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

A BIBLIA, o coração que impulsiona a vida da Igreja.





                               A Constituição Dogmática DEI VERBUM que compõem o elenco dos documentos aprovados no Concilio Ecumênico Vaticano II, realizado a cinquenta anos atrás em Roma, trouxe para toda a Igreja católica a uma revalorização da Bíblia, como fonte da Divina Revelação. Sem esquecer a verdadeira Tradição e o Magistério, os padres conciliares elaboraram uma Constituição que é um verdadeiro tesouro para todos nós, sejam leigos, padres, catequistas, diáconos, bispos, religiosos e animadores de comunidades. O texto final foi aprovado em 18 de novembro de 1965, tendo recebido 2.344 votos a favor e seis contra.
                                O grande objetivo do Concilio era difundir a Palavra de Deus, obedecendo ao mandamento de Jesus Cristo: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!” (Mc 16,15). Logo no inicio aparece a sua finalidade: “propor a genuína doutrina sobre a Revelação divina e sua transmissão, para que o mundo inteiro, ouvindo, creia, crendo espere, e esperando ame” (Dei Verbum 1). Chama-se Constituição Dogmática por que trata de questões de fé e contém os fundamentos da Teologia da  Revelação.
                               Sua estrutura está divida do seguinte modo:
·         PROÊMIO que nos introduz no tema central do documento.
·         Capitulo I que fala da natureza e objeto da Revelação: sua preparação, sua plenitude em Jesus Cristo, como a Revelação deve ser recebida na Fé e fala das Verdades Reveladas.
·         Capítulo II que fala da transmissão da Divina Revelação, apresenta os Apóstolos e seus Sucessores como pregadores do Evangelho, afirma para nós que os ensinamentos dos Apóstolos progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo e que esta Tradição tem mutua relação com a Sagrada Escritura. “ O oficio de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo.” (Dei Verbum 10).
·         Capítulo III traz a inspiração divina da Sagrada Escritura e sua interpretação: A Bíblia é uma só e sua unidade é o fundamento sobre o qual repousa sua interpretação teológica. O método histórico - critico de pesquisa foi muito valorizado pelos padres conciliares.
·         Os capítulos IV e V tratam respectivamente do Antigo e do Novo Testamento. O Primeiro Testamento contém um retrato da História da Salvação e serviu para preparar a chegada de Jesus Cristo que veio inaugurar o Reino de Deus, como é descrito no Segundo Testamento.
·         No VI capítulo encontramos a afirmação de que a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor e muito explicito o convite ao aprofundamento da Palavra de Deus através da tradução da Bíblia para todos os idiomas.
·         Por fim temos o Epílogo e a Promulgação pela sua Santidade, o papa Paulo VI.
                            Padre Ermindo Rapozo de Assis

Tempo de penitencia e vida nova em Cristo



 

Sempre o mês de março é marcado pela quaresma e o mês de abril é marcado com a páscoa, assim, nós cristãos encontramos nos dias de março vários motivos para a penitência, já em abril nossa vida é marcada pelas alegrias pascais. Alguns comentam que no nosso Brasil o ano começa mesmo só depois do carnaval, que neste ano foi nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro, portando a vida social e política já está em seu ritmo normal. Já passou o tempo das férias de verão, os novos prefeitos já tomaram pose e as crianças, adolescentes e jovens já voltam às aulas. Nossas comunidades católicas estão já  programaram as atividades da semana santa.
Nosso ano litúrgico caminha sem atropelos, desde dia 02/12/12 estamos celebrando o novo ano litúrgico, passamos pelo advento, pelo tempo do natal, por várias festas litúrgicas e agora vivemos o período quaresmal, como preparação para a Grande Festa da Ressurreição de Cristo. A nossa maior penitencia quaresmal é, na verdade, o arrependimento de nossos pecados, certa vez numa homilia eu perguntava: o que é mais fácil, perdoar a ofensa de uma pessoa ou pedir perdão para alguém?... Quando somos chamados a perdoar é por que alguém pecou contra nós, o oposto disto é pedir perdão para alguém que sofreu por causa de nosso pecado. O verdadeiro perdão é fruto de nosso amor, por isso vem do coração e não da razão. O sincero pedido de perdão não é motivado pelo medo do inferno ou fruto de uma simulação de arrependimento, deve originar-se de nossa reta consciência pelo mal que praticamos conta o próximo. Eu acredito que tanto perdoar ou pedir perdão necessita de estarmos fortalecidos pela graça redentora de Jesus Cristo, pois somente n’Ele encontramos o verdadeiro sentido do perdão.
Na Grande Vigília no Sábado Santo, nós ascendemos o Círio Pascal, trazendo a verdadeira luz do Ressuscitado  para apagar as trevas do pecado. Assim nós iniciamos o tempo da páscoa e, alegremente cantamos o hino do glória, como expressão de nossa alegria pela vida nova que recebemos de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tria o pecado do mundo. Com a Ressurreição de Cristo, todos nós formamos um só povo, reunindo escravos e livres, estrangeiros e conterrâneos, pecadores  e justos, todos irmãos e irmãs numa só comunidade. Participando da Eucaristia, fazemos comunhão e somos alimentados com o mesmo pão e o mesmo vinho; Corpo e Sangue de Cristo, nosso único Salvador.
  PADRE ERMINDO RAPOZO DE ASSIS

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013



Espiritualidade da quaresma
A Quaresma é o tempo propício de preparação para a maior de todas as festas: a Páscoa. É um tempo privilegiado para se aprofundar mais a Palavra de Deus. O cristão é chamado a interiorização, a olhar por dentro e examinar suas atitudes.
Quaresma é convite ao homem para se renovar, restabelecer a paz, partilhar o pão. A Quaresma é o caminho para a Páscoa. Toda Páscoa é antecipada pela cruz. Na Quaresma a liturgia e a Igreja nos mostram o sofrimento e a renúncia como caminho para a participação na Festa Pascal.
 Viver a Quaresma é assumir os caminhos de conversão, de renovação, de purificação e de santidade. Converter-se é voltar-se, colocar-se na procura do essencial, do mais profundo. Converter-se não é apenas sentir dor ao contemplar a Paixão de Cristo, mas comprometer-se com Cristo na libertação de todo o pecado.
Assim, a Quaresma é tempo para descoberta profunda do pecado, para se chegar a libertação plena: Páscoa. Todo encontro com Deus santifica, modifica o coração do homem e o reanima na caminhada. Por isso, a Quaresma é tempo de colocar-se frente a Deus e frente a vida. Ao falarmos de conversão, queremos entender um constante repensar de nossa vida, assumindo os compromissos tomados, para assim produzirmos os frutos de libertação.
Convertei-vos... Ouvimos ao receber cinzas sobre nossas cabeças. Quando o ser humano reconhece sua condição de criatura necessitada da ação de Deus ele entra numa atitude pascal, isto é, de passagem com Cristo da morte para a vida. Esta Páscoa nós a vivemos na conversão, através dos exercícios da oração, jejum, da esmola ou partilha de bens e gestos solidários, no espírito do Sermão da Montanha.
O Rito da imposição das cinzas é, no fundo, celebração da vocação do ser humano, chamado a imortalidade, contanto que realize o mistério pascal de morte e vida em seu peregrinar por este mundo.
O fundamental não é o que conseguimos fazer, mas o que Deus faz em nós. Por isso, a conversão é deixar Deus agir em nós, dando a Ele o lugar que Ele merece em nós.
Pe. Raymundo Gomes de Oliveira

sábado, 1 de dezembro de 2012

A Igreja Renovada pelo Concilio Vaticano II




A constituição Dogmática Lumen Gentium começa no seu primeiro capítulo, dizendo que “Cristo é Luz dos Povos” e que o Sacrosanto Sínodo, congregado no Espírito Santo, deseja ardentemente, anunciar o Evangelho a toda criatura e iluminar o ser humano com a claridade de Cristo que resplandece na face da Igreja.” Com esta afirmação, podemos ainda indagar sobre o que é mesmo ser Igreja? Certamente esta resposta pode surgir já pronta e acabada para muitos, contudo a pergunta pode continuar sendo feita em outros momentos de nossa caminhada eclesial.
Quem viveu no período, anterior do concilio, tem uma visão da Igreja da estabilidade, da autoridade e de muitas devoções particulares. Outros nasceram durante o Concilio Vaticano II, viveram os anos da juventude num ambiente de lutas populares, protagonismo dos leigos nas CEB’s e pastorais sociais. Outros não têm idéia de como foi nem o antes e nem o durante do concilio, mas experimentam um renovado ardor missionário para levarem em suas mochilas a Bíblia e o terço, mesmo freqüentando cursos nas faculdades, são jovens comprometidos com sua Igreja. Eu acredito que a nossa Igreja Católica Apostólica Romana tem muito a fazer em nossa época, a juventude faz parte de nossas comunidades e é convocada a entrar na multidão dos discípulos e missionários de Jesus Cristo.
A missão da Igreja é ser sacramento de salvação, iluminando todas as pessoas para que alcancem a unidade total em Cristo. Seguindo esta afirmação, somos motivados para a missão de evangelizar, participar ativamente de nossos grupos, movimentos e pastorais. Juntos, somos fortificados pela ação do Espírito Santo. “de fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num só espírito, para formarmos um só corpo..” . Nesta união não há espaço para o individualismo, não há espaço para a superficialidade, não há espaço para a discriminação das pessoas. Somente devemos buscar a caridade que é o dom maior.
Padre Ermindo Rapozo de Assis